quinta-feira, novembro 01, 2012


 
 Eu quero tudo que elle prometeu pra PELEGINHO e mais alguma coisa. Ou faz e dá tudo que prometeu, caso o ruim de voto do time delle se elegesse, ou então tem que dizer abertamente pra população que tá querendo concorrer com o MALVADESA; só que vai ficar que nem o meu VICETORINHA, sempre na segundona, e olhe lá. A esse João Henrique Banana foi prometido um banho de asfalto para a cidade, só que ele não entendeu que lhe seria dado um balde de piche e um travesseiro de penas, e nem isso foi cumprido. Ninguém trai como o PT.


JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI.
(Secretário de Planejamento do Governo do Estado da Bahia)
Algumas reflexões sobre o dia seguinte a vitória de ACM Neto em Salvador 
Os eleitores de Salvador elegeram ACM Neto prefeito. Até aí uma vitória da democracia, pela escolha livre os dirigentes municipais. E agora?
A Prefeitura Municipal de Salvador tem um orçamento de pouco mais de 4 bilhões e não tem capacidade de financiamento por falta de condições financeiras.
Uma Prefeitura que precisa de obras estruturantes no que se refere a mobilidade urbana, a recuperação da Orla Atlântica e Orla do interior da Baia de Todos os Santos, no Centro Antigo da Cidade, nos bairros mais populosos com a necessidade de expansão de rede de assistência básica a saúde e ampliação da rede municipal de educação.
Uma Prefeitura que precisa ampliar o ordenamento urbano com obras de desafogo dos gargalos do trânsito.
Uma cidade que precisa tratar bem as suas diversas populações e incluir milhares de pessoas nos serviços básicos da cidade.
Uma Prefeitura que precisa dos governos do Estado e da União para realizar parte dessas obras.
Mas os eleitores de Salvador escolheram ACM Neto com os partidos DEM, PSDB, PMDB, PPS e PV, partidos que são ferozes opositores ao governo no plano estadual e federal ou em ambos.
Para implementar os projetos necessários para enfrentar as necessidades de Salvador há de haver uma ação harmônica e equilibrada entre a Prefeitura e os governos do Estado e federal.
Como fazer a integração da Linha 1 do Metro com a Linha Dois que vai até Lauro de Freitas, sem o acordo entre os dois governos?
Como fazer os viadutos e passarelas para melhorar o trânsito da cidade sem a cooperação entre as duas esferas de governo?
Como articular as concessões das novas linhas de ônibus com a alimentação das estações de alimentação do Metro sem que haja um trabalho conjunto entre a PMS e o Governo Estadual?
Como fazer as grandes intervenções programadas no Centro Antigo de Salvador sem a equilibrada cooperação da PMS e governo do Estado?
A questão não é de perseguição ou comportamento não republicano de retaliação ao opositor que ganhou as eleições em um determinado município.
A questão é a realidade difícil de diálogo entre um conjunto de partidos que deliberadamente são de oposição ao governo do Estado, e buscam se legitimar no combate a esse governo, com a necessidade desse governo municipal de aceitar a liderança e condução desses projetos pelo governo estadual, que é o único que tem capacidades financeira e gerencial de gerir as ações desses programas.
Some-se a isso a reação dos movimentos sociais que vão exigir da Prefeitura Municipal de Salvador a aceleração dos benefícios prometidos em campanha e a diversificação das atuações do governo municipal, ameaçando ainda mais a combalida posição financeira do município.
Por cima disso, a nova Câmara de Vereadores pode ser mais um campo de batalha entre o Executivo de Salvador e seu legislativo, com vários temas conflitantes na agenda legislativa.
Frente a esse quadro, os partidos que apoiaram Pellegrino [Nelson Pellegrino, candidato derrotado do PT a prefeito] não dispõem de muita alternativa: só resta a oposição ao novo governo.
Não uma oposição por oposição, mas uma ação que busque ampliar as pressões referentes aos interesses de importantes segmentos da sociedade soteropolitana que não estarão representados na coalizão vencedora, que exija um reconhecimento do papel do governo do Estado na execução e liderança desses importantes projetos para a cidade e uma plataforma de reverberação para as demandas do movimento social que tenderão a estar limitadas pelo ideário dos partidos que ganharam a eleição.
Nesse movimento de conflito e tensão, o governo estadual é o único que tem as condições de implementar vários dos programas previstos.
O novo prefeito precisa levar em conta essa realidade de que o Estado é o principal condutor de muitas da soluções dos problemas para o povo da cidade. Não é do feitio da coligação vencedora com tradição oligárquica e autoritária admitir que tem que reconhecer a importância e tamanho dos seus adversários.
Espero que o povo de Salvador não sofra por sua escolha!

3 comentários:

Márcio disse...

Reli os posts aqui publicados desde a retomada do blog e cheguei à seguinte conclusão: ao focar apenas nas notícias anti-PT, você diminui ou mesmo elimina o espaço para debate. Já se perguntou porque ninguém faz comentários aqui? Ou receber comentários não faz parte dos objetivos de seu blog? O debate florece onde há diversidade , onde há alternativas. Respeito sua opção política, mas este blog (e o de Vargas também) só publica os problemas do governo do PT, o que é até fácil, já que são muitos. Você nem cita, por exemplo, êxitos administrativos de políticos de outros partidos. Já falei e repito: a postura PT=RUIM, NÃO PT=BOM é reducionista, pois os problemas do Brasil são complexos e vão além desse tipo de simplificação, não concorda?

Adalberto Braga disse...

Ha muito tempo que eu deixei de ser 'ACIONÁRIO' para ser absolutamente 'REACIONÁRIO', a um paço do ANARQUISMO mesmo. Não estou mais considerando que esteja sendo jogado o jogo DEMOCRÁTICO, desde aquele episódio da invasão do Congresso Nacional com tijolada em funcionários, até hoje com a Presidente em cima de palanque, (estava em horário de folga) discriminando, destilando preconceito do mais baixo quilate (sem trocadilho), o 'adversário'. Qual o valor fundamental do caráter de um indivíduo? Eu entendo que seja pautar suas ações segundo suas verdades. Qual o valor fundamental de um partido político? Eu entendo que esteja estabelecido no seu documento de constituição, no seu Estatuto, e como os indivíduos, os partidos políticos deveriam pautar suas ações segundo suas verdades estabelecidas.
Eu publiquei na íntegra o texto do Gabrielli, se você entendeu como só problemas do governo do PT, é um entendimento seu. Eu também publiquei uns exemplos de êxitos tanto de outros partidos, no caso o PFL, (Imbassahy com a Av. Manoel Dias da Silva e Av. Suburbana) como do PT, (Governador Jaques Wagner estradas construídas ou recuperadas). Concordo com sua colocação de que os problemas do Brasil são complexos, agora não concordo com a outra parte da colocação; primeiro porque reducionista, eu entendi que está substituindo maniqueísta, joio e trigo, é assim que nem a ideia de 'segurança alimenta', cidade 'mais igualitária' ou 'obra 75% concluída'; segundo porque vejo a premissa colocada de forma errada. Coloquemos assim: PT = (SOCIALISMO + PARTIDO ÚNICO), existe em Cuba, Coreia do Norte e também na China; a maioria da população que adota essa premissa analisa e sintetiza (reduz) assim: PT = BOM; e a outra, NÃO PT = (CAPITALISMO + PLURIPARTIDARISMO). Essa é adotada pela maioria das nações do planeta e é sintetizada assim: NÃO PT = BOM. A minha avaliação pessoal é: SOCIALISMO + PARTIDO ÚNICO = UM DESASTRE (não existe refeição de graça e a liberdade de pensamento sempre vai triunfar). CAPITALISMO + PLURIPARTIDARISMO = O CAMINHO VIÁVEL, (espelha a ordem da natureza, e a humanidade ainda pode dispor do raciocínio para manter o equilíbrio de forças, mesmo porque se não o fizer será chamada a pagar pela lei maior da natureza).

Márcio disse...

Sua resposta está um tanto confusa. Não sei se entendi direito, mas pelo jeito você parece acreditar que todos do PT querem na verdade um regime totalitário de partido único. É isso? Eu não concordo. E o PT nunca foi socialista, pode ter certeza. Não sei porque você demoniza tanto o socialismo, já que muitos de seus princípios são adotados em vários países tidos como desenvolvidos. Vamos ficar só nos da Escandinávia como exemplo - o governo diz: cumpra as leis e fature o quanto quiser, mas eu me reservo o direito de cobrar até 50% de imposto para poder bancar saúde e ensino público de qualidade até a universidade. Você prefere isso ou o capitalismo selvagem do pessoal do tea party na terra do tio sam? Os americanos preferiram Obama ...

Vamos enriquecer a discussão aqui (discussão só entre nós dois, diga-se bem, pois seus outros visitantes são ou muito tímidos ou não têm opinião sobre nada). Sugiro que você poste o texto do sempre lúcido Antonio Risério recém publicado em A Tarde. Segue o link:

http://bahiaempauta.com.br/?p=69359

Fico aguardando. Vou fazer a mesma sugestão a Vargas.