quinta-feira, maio 13, 2010

Mortes banalizadas

E tem é morrido gente na Casa Nova da Mãe Joana.
Quando os números chegam ao ponto de entrar na pauta dos pré-comícios é porque já chegaram a um patamar alarmante. Não que estes números de agora sejam algo assim fora do comum, já houve tempo em que a direção do Hospital Municipal estipulou um máximo de atestados de óbitos a serem expedidos por aquela unidade de saúde; não seriam mais que quinze por mês. Quando atingido este número, ou a Catingueira transportaria os cadáveres para outra freguesia e lá obteria os atestados, ou daria os corpos de pasto para os urubus.
O problema era como a Catingueira iria comprovar o cumprimento de metas sem o devido registro oficial da tarefa comprida?
Mesmo com a ocorrência deste número alarmante de mortes violentas, a população do município segue crescendo acima da média nacional, pois o que não lhe falta é estímulo, patrocínio e oportunidade. Em qualquer dia da semana, a praça da cidade se presta ao papel de centro reprodutor, usina de produção de novos casanovenses. Os ônibus com alunos chegam lotados embora as salas de aula continuem entregue às moscas.
Ainda não chegamos ao ponto de não retorno.

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